O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve, por unanimidade, a taxa básica de juros em 15% ao ano. Foi a terceira reunião consecutiva sem alteração e confirmou a expectativa majoritária do mercado.

No comunicado, os diretores destacaram que, embora a inflação cheia tenha desacelerado para 4,2% nos últimos 12 meses, o núcleo de serviços segue rodando acima de 5,5%, em ritmo incompatível com a meta de 3% perseguida pelo BC.

Sinalização para os próximos meses

O Copom retirou do texto a expressão "manter por período prolongado" e passou a usar "avaliar a continuidade do ciclo de manutenção". Para a maioria dos analistas, a mudança abre porta para um corte de 0,25 ponto percentual já em agosto, caso a inflação de serviços recue.

"O BC ganhou alguma flexibilidade, mas não vai cortar com inflação de serviços acima de 5%. Não conte com Selic abaixo de 13% até dezembro."

Sérgio Vale, economista-chefe da MB Associados

O que isso significa para você

  • Empréstimos e financiamentos seguem caros — taxa média do cartão rotativo está em 433% ao ano.
  • Investimentos atrelados ao CDI continuam rendendo acima de 1% ao mês.
  • Tesouro Selic e CDBs de bancos médios são alternativas líquidas e seguras.
  • Imóveis e veículos podem ter leve recuo de preços com demanda menor.