O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) divulgou nesta sexta-feira os dados consolidados do desmatamento na Amazônia Legal entre agosto de 2025 e abril de 2026. A área devastada foi de 2.418 km², queda de 38% em relação ao mesmo período anterior e a menor para o intervalo desde 2019.
O recuo é mais expressivo nos estados do Pará (-47%) e Mato Grosso (-41%), onde estavam concentradas as operações da Força-Tarefa Amazônia, integrando IBAMA, ICMBio, Polícia Federal e Forças Armadas. Apenas Roraima registrou alta no período (+12%), puxada por garimpos ilegais em terras Yanomami.
O que explica a queda
- ▸Aumento de 64% nas autuações ambientais em comparação a 2024.
- ▸Destruição de mais de 1.200 equipamentos usados em desmatamento ilegal.
- ▸Embargo econômico a 3.700 imóveis rurais identificados via satélite.
- ▸Repasse de R$ 1,2 bilhão do Fundo Amazônia para estados e municípios prioritários.
"A floresta em pé é mais valiosa do que a derrubada. Os números provam que vontade política e ciência funcionam juntas."
— Marina Silva, ministra do Meio Ambiente
Compromisso internacional
O Brasil se comprometeu na COP30, realizada em Belém em novembro de 2025, a zerar o desmatamento ilegal até 2030. Para cumprir a meta, o ritmo de queda precisa se manter próximo de 40% ao ano. Especialistas ouvidos pelo BrasilHoje apontam que o desafio agora é estender o controle para o Cerrado, onde o desmatamento cresceu 8% no mesmo período.
A ministra Marina Silva apresentará os dados oficialmente em Bonn, na próxima semana, durante reunião preparatória da COP31, que será sediada na Austrália.